segunda-feira, 2 de maio de 2011


Os diferentes tipos de alisantes


Devido a vários pedidos, estou postando outra matéria sobre alisamento, menos técnica, para o consumidor final.

Não é de hoje que muitas veem em placas de salões escovas de nomes que vão da japonesa à alemã, prometendo fazer um milagre capilar. Vão ao salão, fazem a tal escova e ficam com os fios lindos! Até que chegam em casa, lavam, e veem a besteira que fizeram. Ai vão correr atrás de outra química pra reparar o que essa fez, alisam de novo, descolore, pinta, prancha, escova, cacheia e tudo mais. Fazem tudo que está ao alcance, e o cabelo só piora!



O erro da maioria é não saber qual o princípio ativo do alisamento que estão a fazer. Mas não é culpa delas, não! Os salões estão sempre escolhendo mil nomes diferentes, confundindo a clientela. Num salão X, você encontra uma dita “Escova Progressiva” feita com Amônia. Já na outra esquina, há outra “Escova Progressiva” feita de Sódio. E por ai vai. Nesse post, meu objetivo é listar e dar uma explicada superficial em cada um desses princípios ativos mais utilizados.


 
Tioglicolato de Amônia – O famoso “tio” realinha as pontes de enxofre dos fios, sendo necessário o uso de um neutralizante depois de seu uso. Por realinhar, ela pode ser usada tanto em alisamentos quanto em permanentes, para cachear o cabelo. É um ótimo alisante, mas não é recomendado para todo tipo de cabelo, pois não tem força para alisar um cabelo muito crespo ou cacheado. Ela é compatível com colorações e descolorações também. Esse é o alisante mais utilizado nos salões e por profissionais que não dominam a técnica de alisamento.





Hidróxidos – Existem os Hidróxidos de Sódio, de Lítio e a Guanidina. Eles quebram as pontes de enxofre dos fios, que são o que causam o efeito cacheado. São mais potentes que o “tio”, sendo mais recomendados para cabelos crespos ou cacheados. Entre esses, o sódio é o mais potente, depois vem a guanidina, e depois vem o lítio. Este ultimo é raramente usado, por ser mais caro e difícil de encontrar. Os hidróxidos são compatíveis entre si, ou seja, um cabelo alisado com sódio pode ser retocado ou alisado novamente com guanidina e etc. Mas é de extrema importância o teste de mecha, afinal, cada cabelo uma sentença, e o fio pode não aguentar outra química. Os hidróxidos não são compatíveis com o tioglicolato de amônia, nem com colorações a base de amônia e nem com descolorações.




Henê – Aaah.. o henê. Muitas pessoas amam, e muitas pessoas odeiam. É um alisante da família dos metais, e deixa o cabelo incrível: super liso, muito brilhante, natural… e preto. BEM preto. O henê, além de alisar, tinge o cabelo de preto, e são necessárias várias aplicações para atingir o resultado final. Quem usa henê tem uma rotina de aplicações, tanto no comprimento quanto na raiz. Importante ressaltar que o henê não é compatível com NADA. Cabelos com henê não podem usar outro tipo de alisante, nem pintar e muito menos descolorir. Uma vez que você o usa, não tem volta. Se quiser abandonar, tem que esperar o cabelo crescer mesmo.





Formol ou Glutaraldeido – Esse é polêmico! Basicamente, o formol encapa o fio, mantendo-o liso temporariamente até que essa capa saia, quando se volta a usá-lo, tendo um efeito progressivo. É por isso que cabelos alisados com formol devem usar shampoos suaves, de baixo pH, para evitar que esta capa saia rapidamente. O formol pode ser usado para suavizar cachos ou alisar cabelos ondulados. Ele é compatível com todas as químicas. O processo consiste apenas em fazer uma mistura de queratina, formol e desfrizzante, cada um com sua devida concentração, aplicar nos cabelos bem lavados, escovar e pranchar. O perigo está na hora da escovação: ao ser aquecido, o formol se torna um gás perigoso. Causa ardência no olho, problemas respiratórios e todos aqueles efeitos que a gente já conhece… Mas isso tudo pode, sim, ser evitado, ao se usar uma baixa concentração de formol e usar luvas, máscaras e aplicar num local bem ventilado. Mas mesmo com tudo isso, é sempre necessário muito cuidado. Ele é o ativo da original “escova progressiva”. Não existe escova progressiva sem formol! As que dizem ser sem formol, contém algum outro alisante citado nesse post, e ai começa a confusão…FORMOL OU QUALQUER OUTRO TIPO DE DEIDO SÃO PROIBIDOS PELA ANVISA DEVIDO A SUA ALTA TOXIDADE.



E é isso! Se pretenderem realizar algum desses alisamentos, não recomendo a ninguém tentar fazer em casa. Procurem a ajuda de um profissional, que entenda do assunto e saiba aplicar. E SEMPRE faça um teste de mecha, para ver se o fio aguenta uma química e se você vai gostar do resultado final!

Especialista comenta queda de cabelo pelo  excesso de quimica





Muitas celebridades andam se lamentando ultimamente sobre o fato de o cabelo estar caindo. Lady Gaga, por exemplo, comentou que seu cabelo estava com "um corte químico porque meu cabelo loiro está caindo".

George Cotsarelis, diretor da Hair and Scalp Clinic do Hospital of the University of Pennsylvania, comentou sobre o assunto que não quer calar: será que a tintura é a grande culpada?

"Tingir, fazer permanente ou alisar o cabelo não tem problema algum, contanto que o tratamento não seja doloroso", afirmou Cotsarelis. "Quando existe dor, significa que existe danos nos folículos capilares".

E o que significa o termo "corte químico", usado pela cantora? "É o que acontece quando você coloca muito descolorante no cabelo e ele cai", respondeu o expert. "Eles chamam de 'corte químico', mas o que acontece é que o seu cabelo está quebrando e caindo".



Então como devemos colorir o nosso cabelo? "Primeiro veja um profissional que já colore cabelos há muito tempo", aconselhou. "Se você vai de cabelo escuro para loiro, como a Lady Gaga, o colorista deve passar o mesmo tempo fazendo tratamentos de hidratação que o tempo que ele gasta passando a tintura. Quando pegamos a Lady Gaga indo de preto para loiro platinado, foi o que fizemos. E a coloração foi um processo, nós não fizemos tudo de uma vez".

Na segunda parte da matéria, Cotsarelis fala mais sobre o que devemos fazer para ter uma tintura ou descoloração mais segura.
O que é mais seguro fazer para evitar os danos causados pelas tinturas? "Você não deveria tingir o seu cabelo mais do que a cada duas ou três semanas", afirmou George Cotsarelis. "O problema é que quando você está loira você vê a raiz escura aparecendo após uma semana, mas se você tingir toda semana você vai ver o dano".

"Se você é morena e muda o tom de castanho, não vai ser tão ruim", continuou. "Mas se você vai de morena para loira, você está usando produtos mais pesados e pode acabar perdendo cabelo. Eu gosto de retocar a cor a cada 3 semanas neste caso. Para quem tem luzes, a cada 8 semanas. As luzes usam descolorantes e produtos químicos mais pesados e, se você tem uma cor base, você nem vai ver muito as raízes mesmo".

E algumas tinturas são mais seguras que outras? "Sim, nós temos tinturas sem amônia", respondeu. "Mas se você quer virar platinada, não vai ser possível usar estes produtos. E se você tem muito cabelo branco, este tipo de tintura não cobre 100%. Mas é definitivamente melhor para o cabelo e dá mais brilho aos fios".

Se o cabelo estiver muito danificado e caindo demais, o que fazer? "Primeiro você deve parar de tingir", disse Cotsarelis. "E você deve passar um condicionador muito forte. Use biotina, uma vitamina que faz o cabelo ficar mais forte. Se você faz muita escova, pare de fazer. Se o secador for muito quente ele pode queimar o cabelo que já está mais sensível. Se você usa chapinha, pare de usar. E talvez pare de ser tão loira quanto a moda quer que você seja".

Última questão: que tal usar peruca enquanto o cabelo se recupera? "Não, você não pode usar peruca o tempo todo - isto também pode deixar o seu cabelo mais fraco", alertou.

(fonte: Allure)

Expert em coloração fala sobre o surgimento dos temidos fios

brancos




Ninguém gosta de ver aqueles fios brancos aparecendo aqui e ali na cabeça. Algumas mulheres relevam, outras surtam, mas o fato é que todo mundo em algum ponto da vida vai pensar em disfarçá-los. O pessoal do site americano Allure conversou com Rita Hazan sobre o assunto.

Rita é dona do salão Rita Hazan New York e ela é uma expert em coloração que não acha que o primeiro fio branco já exige tintura. “Eu diria que ‘poucos fios brancos’ ocupam entre 5 e 10% do cabelo”, afirmou. “Se eles estão concentrados em uma só área isto pode ser um problema, mas normalmente eles começam a aparecer esporadicamente e muitos ficam por baixo do que é normalmente visto. Então você provavelmente não vai notar 10 ou 20 fios assim em centenas de outros na sua cabeça”.

“Aconselho tingir quando você tem entre 20 e 30% de fios grisalhos, mas isto é realmente subjetivo”, continuou. “Este é o padrão geral porque é quando você realmente passa a notar – especialmente se têm muitos brancos no alto ou ao redor do seu rosto”.

“Se você começar a perceber e quiser tentar algo antes de se comprometer a tingir, tente uma base em spray só naquele ponto. Ela vai ficar ali até a próxima lavagem. Ou você pode ir ao salão e pedir uma tintura semi-permanente só ali. Se você realmente odeia cabelo branco, você pode tentar uma tinta permanente ou melhorar a sua cor com tintura vegetal, seja em casa ou no salão”.

E se a pessoa não encontrar o tom certo para tingir só o ponto atingido pelo branco? “Não precisa ser uma combinação exata, você só precisa misturar bem; digamos que você seja morena, então você pode tentar um castanho dourado. Como o seu cabelo está branco ou cinza, o pior que pode acontecer é ficar translúcido e claro. Então você só precisa pegar uma caixinha mais escura da próxima vez”.

Por fim, a grande dúvida: é ruim arrancar alguns fios brancos quando encontrados? “Sim! Arrancar é ruim porque normalmente se existe um, existem vários”, explicou. “E eu percebi com a minha clientela que se elas arrancam um, logo vêem outro e pensam que é o mesmo que voltou – arranque aquele e, quando você perceber, você está com um buraquinho careca na cabeça. Aquilo de que sete fios crescem no lugar de um que foi arrancado é um mito – quem dera se fosse verdade! Todo mundo faria isto para ter cabelo mais grosso. É o contrário. Se você continuar arrancando, ele vai acabar parando de crescer; é como depilar com cera ou tirar sobrancelha com pinça”.

Fonte: Allure

domingo, 1 de maio de 2011


GUIA DOS OLEOS ESSENCIAIS PARA O SEU CABELO






Todo mundo sabe que os óleos essenciais são ótimos para tratar os fios e o couro cabeludo, mas nem todo mundo sabe qual óleo é o mais indicado para qual tratamento. Confira a seguir um guia que vai esclarecer qual é a melhor pedida para o seu problema.



Se o seu cabelo está...



Seco ou áspero: use óleo essencial de sândalo, lavanda ou gerânio;



Danificado por conta de muita química: use óleo essencial de sândalo, lavanda, gerânio ou ólibano (franquincenso);



Loiro: use óleo essencial de limão, gerânio ou camomila;



Grisalho: use óleo essencial de sálvia, rosa, lavanda ou gerânio;



Com muita queda: use óleo essencial de alecrim, lavanda ou junípero (tamargueira);



Com caspa: use óleo essencial de alecrim, eucalipto, tea tree (melaleuca) ou cedro.

Escova Progressiva

REDUÇÃO DE VOLUME


COM OXOACETAMIDA DE CARBOCISTEINA




As fotos que seguem foi um trabalho que fiz, a cliente somente queria reduzir o volume, melhorar a penteabilidade, mas não perder os cachos. Por ser um cabelo crespo e resistente optei em utilizar um tratamento temporário como oxoacetamida de carbocisteina. Porque não utilizei uma quimica de transformação? Devido ao cabelo já estar muito seco naturalmente, se utilizaçe o tioglicolato iria ressecar mais o cabelo, dando um aspecto pior ao cabelo, por isto optei por algo temporario.

Antes, cachos sem definição, raiz crespa, volume


Antes, vejam por dentro o nivel de embaraçado e crespo sem definição



Após o tratamento com oxoacetamida, cachos mais definidos e sem volume


Junto ao couro cabeludo, passei mais a piastra para provocar uma redução maior do volume e um efeito liso melhor



sem volume, este cabelo, já esta seco, se ela quiser fazer a escova ficará liso





sábado, 30 de abril de 2011


HIDROXIDO DE  GUANIDINA



O alisamento feito com ela aceita coloração? Quando é possível fazer relaxamento com outro ativo? As maiores dúvidas são esclarecidas aqui.



É POSSÍVEL RELAXAR UM CABELO COM GUANIDINA E APLICAR A ESCOVA PROGRESSIVA, INTELIGENTE OU QUALQUER OUTRO TIPO DE ESCOVA NO MESMO DIA?

 Não há razão para isso, principalmente se a ideia for utilizar substâncias agressivas à saúde como o formol. Sem falar que a sobreposição de componentes pode sobrecarregar os fios, resultando em quebra, ressecamento e até queda. Se usar um cosmético de qualidade e com base adequada ao tipo de cabelo, não há necessidade de empregar outro processo químico para potencializar o resultado, pois o alisamento já será satisfatório.

A TRANSFORMAÇÃO COM GUANIDINA É MAIS LENTA EM RELAÇÃO ÀS OUTRAS BASES ALISANTES?

 O hidróxido de guanidina age mais devagar que os outros porque contém moléculas maiores. Apesar disso, atinge o mesmo patamar dos demais produtos, desde uma abertura de cachos até um alisamento perfeito. Já comparado ao tioglicolato de amônio, ela age mais rápido, pois seu pH é maior.

A GUANIDINA PODE PROVOCAR ALTERAÇÕES NA PIGMENTAÇÃO DOS FIOS?

De todos os processos de relaxamento tradicionais, ela é o que menos interfere na cor, seja na resistência do cabelo artificial ou natural. Mas, dependendo, ele pode ficar opaco.  A opacidade está ligada diretamente à qualidade do produto e à porosidade da fibra. Se não for bem enxaguada, a substância deixa como subproduto o carbonato de cálcio, ou gesso, que enrijece os fios. E caso o grau de ressecamento seja grande, eles se tornam ainda mais porosos. Nesse caso, até sem química haverá um clareamento nas pontas e perda de pigmentação e sedosidade.


QUAL É O INTERVALO SEGURO ENTRE UM ALISAMENTO COM GUANIDINA E UMA COLORAÇÃO?

Cada fabricante sugere um prazo, que varia de dez dias a dois meses. Por isso é indispensável seguir as orientações da bula. Mesmo assim, muitos profissionais não recomendam tingir no mesmo dia para não sobrecarregar a fibra e correr o risco de ter fios quebrados, finos sem brilho e elasticidade. A tintura permanente pode ser utilizada, em média, 20 dias após a aplicação da guanidina, mas o cabelo deve estar saudável. E antes da coloração indicam-se tratamentos com cargas de proteína para recompor a estrutura capilar. Já logo após o relaxamento pode-se aplicar tonalizante, que é livre de amônia tipo Color Touch da Wella ou coloração permanente livre de amônia, tipo Inoa da L’Oreal.

EM QUANTO TEMPO PODE-SE TROCAR A BASE QUÍMICA USADA NO ALISAMENTO?

A questão exige muita atenção. Quem alisa com guanidina não deve mudar para tioglicolato, pois as duas substâncias são incompatíveis. Se precisar de alisamento maior, por exemplo, pode-se partir para o hidróxido de sódio, porém o que vai definir tudo é o teste de mecha. O ideal seria dar um grande intervalo entre uma transformação e outra, até conseguir um bom espaço entre a parte com e sem alisamento. Aliás, é nesse limite que ocorre a quebra com maior frequência. Mas poucas pessoas conseguem esperar tanto tempo. Por isso o profissional precisa de muita segurança e habilidade para não trabalhar sobre os fios já alisados.

quarta-feira, 27 de abril de 2011


HIDROXIDO DE SÓDIO

Uma analise




A mais potente base alisante doma até fios muito indisciplinados. Em contrapartida, exige experiência dos profissionais e vários cuidados.




Entre os agentes alisantes, o hidróxido de sódio é um dos mais intensos. Por isso, ele é muito aplicado no cabelo afro.  O ativo é indicado para soltar os cachos e reduzir o volume dos fios armados. Sua força se deve a um potencial de oxidação maior do que o da guanidina e o do tioglicolato de amônio, por exemplo. Isso acontece porque tem pH alto, que expande a estrutura do fio, abrindo as cutículas. E também porque suas moléculas são muito pequenas e penetram com maior facilidade na fibra capilar. Ou seja, alisa mais rápido.



Em ação

Assim como todas as bases, o hidróxido de sódio age no córtex, onde quebra as ligações de cistina – um dos 18 aminoácidos que formam a fibra capilar. Além de ter uma penetração rápida na fibra, o hidróxido de sódio justifica sua agressividade com o alto poder de quebrar as ligações de cistina. Nesse quesito, ele só perde para o hidróxido de lítio, substância altamente reativa. Quando comparado com a guanidina ou o tioglicolato de amônio, e na mesma concentração, o sódio quebra um número maior de ligações, em menor tempo. Mas, apesar da rapidez oferecida, para receber o sódio o cabelo deve ser resistente e o profissional, ter habilidade em trabalhar com o produto. É que, além de favorecer a perda de proteínas, ele resseca mais que as demais bases, pois captura a água da fibra. Com cabelo fragilizado não combina com hidróxido de sódio e com nenhum outro processo químico, é importante orientar a cliente a tratar os fios antes que eles recebam esse agente. Hidratações e reposição de queratina são de grande ajuda para recuperar a força. Os tratamentos devem se estender até que as madeixas tenham condições para suportar o alisamento.







Procedimento seguro

Por se tratar de uma substância agressiva, o hidróxido de sódio pode provocar, além de ressecamento e quebra dos fios, lesões no couro cabeludo. “Os cuidados incluem: aplicar o produto respeitando a distância de pelo menos 0,5 cm do couro cabeludo; não usar calor para acelerar a ação da química; não abusar das aplicações, restringindo-as a, no máximo, quatro vezes por ano; lavar sempre os fios após o procedimento com neutralizante ácido. Quanto ao teste de mecha,  avaliar diversas áreas do cabelo, como a nuca, a região próxima às orelhas e o topo. É apenas mais um item de segurança, pois cada zona pode reagir de maneira diferente em contato com o ativo. Infelizmente, nunca está descartado o risco de quebra. Por isso, precisamos nos cercar do maior número possível de precauções. Além disso, vale ter em mente que cabelo alisado com tioglicolato de amônio não deve receber hidróxidos, pois as substâncias são incompatíveis. Já a troca entre os hidróxidos pode acontecer desde que o teste de mecha dê segurança e que haja uma boa distância entre a parte alisada e a que receberá o sódio.



Pode colorir?

 Luzes, mechas e reflexos não devem ser realizados em madeixas trabalhadas com hidróxido de sódio. O oxidante potencializa o processo de agressão e o dano do fio (perda de brilho, ressecamento, abertura de cutículas e afinamento da fibra). A resistência fica comprometida, podendo ocorrer quebra. Aliás, um cuidado indispensável antes do alisamento é perguntar à cliente se ela já clareou alguma vez. Afinal, sob uma coloração escura pode estar uma fibra capilar que já tenha passado por descoloração. O ideal é usar tonalizante sem amônia, para não interferir ainda mais no córtex. Se a cliente insistir em passar tintura permanente e o teste de mecha permitir, é importante que ela saiba que a amônia pode intensificar todas as agressões citadas. Ou seja, ela vai ter muito trabalho com a manutenção. O profissional também deve optar por oxidante de até 20 volumes. A oxidação menor minimiza os estragos. E, quanto ao intervalo entre alisamento e coloração, o correto, é que os dois procedimentos não sejam feitos no mesmo dia, mas com uma distância de dois meses entre um e outro. A sobreposição de químicas sobrecarrega a fibra, deixando-a fina, quebradiça, sem brilho e elasticidade e difícil de pentear. De qualquer forma, esse intervalo varia conforme o fabricante dos produtos. Por isso, mais uma vez vale destacar a importância de ler a bula e seguir atentamente suas orientações. No caso de empresas que afirmam a possibilidade de realizar as duas técnicas no mesmo dia, uma sugestão é pedir às marcas testes comprobatórios para maior segurança.